Basketalgarve.bloguedesporto.com: Como
descreve o inicio da época dos seniores do Imortal D.C. não só à
sua prestação mas a formação da mesma para a presente
época?
Tito Real: O inicio foi
incrível, com 2 treinos fomos jogar, com prata da casa e mais
alguns por forma a que o Imortal, seja IMORTAL. È incrível
como uma instituição como esta, chegou ao estado a que
chegou!
A gestão dos clubes deve ser acompanhada,
responsabilizada e inspeccionada. A bem dos jovens e do
basquetebol, e por muita gente que contribuiu para este clube, que
deram parte da sua vida e por valores que me transmitiram,
iniciamos a época.
Como é evidente cheios de dificuldades em construir
o plantel em pôr a formação a funcionar (graças aos treinadores)
que por muitas criticas que lhes façam da forma mais injusta, só
posso estar grato e solidário.
BAB: Quais as
perspectivas para esta equipa em termos
desportivos?
TR: Retomando o fio à
meada, a nossa perspectiva era bem escura, mas com uma vontade do
tamanho do mundo e com o grupo possível que se predispôs a avançar
por amor ao clube e á modalidade definimos avançar e em termos
desportivos de jogo a jogo, discuti-los tentando dar o nosso
melhor. Mas tendo consciência das dificuldades reais na formação do
plantel. Tomamos consciência de que este não é um qualquer grupo,
são verdadeiros atletas e com potencial e qualidade, capazes dos
maiores sacrifícios e exemplos.
Está á vista, só me resta
conduzir a "NAU". Iremos até onde nos for possível e tudo è
possível, com o apoio de todos, até com aquela maravilhosa claque
que nos acompanha. Pode ser que sem grandes investimentos venha a
ser possível devolver o Imortal no mínimo ao lugar que merece, a
bem do clube e do basquetebol Algarvio, todos
ganharemos.
BAB: Como
descreve a situação do imortal, como clube de basquetebol, no
presente dia?
TR: Quem
quiser colaborar a porta está aberta! O clube é de todos os
imortais. Felizmente vão sabendo das dificuldades que o
departamento passa e temos encontrado solidariedade dos amigos,
pais, atletas, sócios, simpatizantes, ex-praticantes,
etc.
BAB: E do
basquetebol Algarvio?
TR:
Amigo fã bloguista, estou sempre aberto a todos, mas
todos aqueles que quiserem contribuir positivamente para o
basquetebol. Não é meu hábito andar em blogues nem responder a quem
não se identifica nem conheço, mas pela forma simpática com que me
abordou através do email e por pensar que é um jovem que se
interessa pela problemática do basquetebol e quer contribuir para o
basquetebol satisfazendo alguns fãs, aqui estou tentado a dar o meu
parco contributo.
BAB:
Vamos voltar um pouco atrás, como é que o
basquetebol entrou na sua vida?
TR: O Basquetebol entrou
na minha vida, na terra do basquetebol na antiga Lourenço Marques.
Num clube chamado Ferroviário de Moçambique, onde pontificavam
jogadores que brilharam em terras Lusas como, António Almeida, Luís
Magalhães e outros.
BAB: Quando
sentiu o "chamamento" para ser treinador?
TR:Comecei a
dar os meus primeiros passos de Treinador (monitor) nos famosos
torneios da Coca-Cola ainda com (14-15 anos), tendo começado a
verdadeira carreira aos 18 anos de idade, em 1976 num clube chamado
IMORTAL, com uma equipa de iniciados que viria a ser Campeão do
Algarve. Diziam os mais velhos, o saudoso Sr. Labisa (sócio
fundador e presidente da altura) que o não era a mais de 30
anos.
BAB: Todos os
intervenientes a nível regional e mesmo a nível nacional reconhecem
a sua qualidade, nunca pensou ou nunca teve a
oportunidade de dar outro salto para outro tipo de quadro
competitivo como treinador?
TR: Depois de
tantos títulos (mais de 20 seguramente) era natural que tivesse
sido várias vezes abordado.
Umas fruto da juventude, outras
falta de auto-confiança e por dar demasiada importância á
estabilidade familiar nunca avancei. Mas tive algumas oportunidades
donde tirei bastantes ilações e lições bastante gratificantes
(escola de treinador) pois aprendi sempre a ter humildade de
aprender e especialmente a ouvir. Aprendi com muitos (COM TODOS) e
dos melhores, Teotónio Lima, Hermínio Barreto, Jorge Araújo, Mário
Palma, Olímpio Coelho, Jorge Adelino, vários norte-americanos,
espanhóis, italianos e jugoslavos. Muitíssimos clinics
e alguns dos mais recentes como prelector (o ultimo em
Oliveira de Azeméis), com o tema a antiga e a"verdadeira escola de
bases".
A experiência que tive em especial nos
E.U.A.com a equipa senior do Imortal (digressão 10 jogos), com
equipas da DIVISION I da NCAA -(Kentucky; Virginia M.I.;Davidson;
Tenesse State;etc)
Tudo isto me enche a cabeça e o
coração sem me esquecer o mais importante os "ATLETAS"
Sempre tive como objectivo atingir outros patamares depois da
minha reforma(actividade Prof.)para me dedicar 100% ao basquetebol,
já que é muito difícil e pergunto eu, com projecto e
segurança, aonde?
BAB: Olhando
à volta, que jovens treinadores vê na região do Algarve
com potencial para seguir "as suas pisadas" de
sucesso?
TR: Treinadores no
Algarve, alguns, com futuro poucos, mas peço desculpa, não referir
nomes tenho de respeitar todos. Todos têm a importância que têm. E
todos não somos muitos.
BAB: Se
tivesse que tomar uma decisão para melhorar o basquetebol algarvio,
qual seria?
TR: Gente com
melhor formação intelectual desportiva, mas fundamentalmente
cívica.
BAB: Gostaria que
deixa-se respostas de uma palavra só à seguintes
perguntas:
BAB: Basquetebol?
TR:
Organização
BAB: Imortal?
TR:
Gestão.
BAB:
ABA?
TR:
Transperência.
BAB:
Ganhar?
TR: Não é
importante.
BAB:
Perder?
TR:
Desportivismo.
BAB:
Formação?
TR: Demasiado
importante.
BAB: Gostaria
que deixa-se uma mensagem para o
nosso blogue.
TR: Todos os espaços de
comunicação são importantes. Ate os grafitis
desejo-vos sorte elevação e transparência nos
contributos à modalidade.
Um
abraço
Tito Real
Gostariamos
de agradecer ao Treinador Tito Real por esta entevista e desejar as
maiores felicidades ao Imortal D.C. na presente época
desportiva.
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